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Mostrando postagens de março, 2026

A IGREJA COMO TEMPLO DO ESPÍRITO: HÁ ESPAÇO PARA ERRO MAGISTERIAL? - Matthew Levering

  “Debater a possibilidade de erro magisterial só faz sentido dentro da estrutura do compromisso de fé com a realidade de que a Igreja é o templo do Espírito Santo.” 1. INTRODUÇÃO Este ensaio explora como uma Igreja que é verdadeiramente o templo do Espírito Santo e que está sendo guiada pelo Espírito para a plenitude da verdade de Cristo também pode ser manchada por erros. Deixe-me ser claro desde o início: Discordo veementemente das “reformas” religiosas liberais propostas por teólogos como Hans Küng, Edward Schillebeeckx e seus seguidores — reformas que destruiriam a Igreja Católica ao contradizerem a verdade dogmática. Tal liberalismo religioso católico é exemplificado pelo livro de Hans Küng de 2013,  Can We Save the Catholic Church ? Dirigindo-se ao recém-eleito Papa Francisco, Küng exorta-o a “[realizar] as reformas estruturais radicais há muito necessárias e a revisão urgente da teologia obsoleta e infundada que está por trás das muitas posições dogmáticas e ética...

CONFERÊNCIAS EPISCOPAIS EXERCEM MAGISTÉRIO SOMENTE EM UM CONJUNTO RESTRITO (E RARO) DE CRITÉRIOS

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Retirado da APOSTOLOS SUOS de João Paulo II: 21. O exercício conjunto do ministério episcopal diz respeito também à função doutrinal. O Código de Direito Canónico estabelece, a tal propósito, a seguinte norma fundamental: « Os Bispos, que estão em comunhão com a cabeça do Colégio e seus membros, quer individualmente considerados quer reunidos em Conferências Episcopais ou em concílios particulares, ainda que não gozem da infalibilidade do ensino, são contudo doutores e mestres autênticos da fé dos fiéis confiados aos seus cuidados; os fiéis têm obrigação de aderir com religioso obséquio de espírito ao magistério autêntico dos seus Bispos ».[79] Além desta norma geral, o Código estabelece, concretamente, algumas competências doutrinais das Conferências dos Bispos, tais como « procurar que se publiquem catecismos para o seu território, com a aprovação prévia da Sé Apostólica »,[80] e a aprovação das edições dos livros da Sagrada Escritura e das suas versões.[81] A voz unânime dos Bispos...

O DISCERNIMENTO DO SENSO DA FÉ AUTÊNTICO

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  Pe.  Serge-Thomas Bonino Trecho retirado do site do Vaticano : O quarto capítulo constitui o ponto culminante do documento pois, como já disse, procura responder à pergunta: de que maneira, no ruído das opiniões, podemos discernir a realidade do  sensus fidei ? De facto, não é raro que se invoque o  sensus fidelium  para justificar uma resistência a certos ensinamentos do magistério, mas não podemos considerar qualquer opinião uma expressão do  sensus fidei , por quanto aritmeticamente maioritária, porque «no universo mental concreto do crente, as justas intuições do  sensus fidei  podem estar misturadas com diversas opiniões puramente humanas» (cf. n. 55). Como se faz para discernir? O critério é duplo. Existe um critério objectivo: a conformidade com a tradição apostólica. Uma convicção que não se possa apresentar como um desenvolvimento homogéneo da fé apostólica não pode exprimir o  sensus fidelium . Mas o documento ocupa-se sobretudo ...